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Nutrição: gorduras e saúde cardiovascular

Saiba os principais tipos de gorduras alimentares envolvidas na saúde cardiovascular
saúde cardíaca

Nutrição: gorduras e saúde cardiovascular

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As doenças cardiovasculares são uma preocupação de saúde mundial. A aterosclerose (formação de placa de gordura na parede dos vasos sanguíneos que impedem a passagem do sangue) é a base para a ocorrência das doenças cardiovasculares.

O controle dos fatores de risco tem sido o suporte para a prevenção dos eventos cardiovasculares:
– controle da pressão arterial;
– diminuição do colesterol LDL (chamado popularmente de colesterol “ruim”);
– diminuição dos níveis de triglicerídeos (forma de armazenamento de gordura no corpo);
– aumento do colesterol HDL (chamado popularmente de colesterol “bom”).
Como controlar os fatores de risco?

Os padrões alimentares modulam a ocorrência da aterosclerose e dos fatores de risco cardiovascular. Os ácidos graxos ingeridos possuem influência sobre esses fatores, além das concentrações das gorduras em nosso corpo.

Pensando nisso, resolvi esclarecer um pouco sobre os principais tipos de gorduras existentes na alimentação e seus efeitos em nosso organismo.

Quais são os tipos de gorduras envolvidas com a saúde cardiovascular?

Colesterol alimentar, ácidos graxos saturados (exemplos: mirístico, palmítico e esteárico) e ácidos graxos
insaturados. Os ácidos graxos insaturados são classificados, de acordo com a sua estrutura
química, em monoinsaturados (exemplo: ômega-9) ou poli-insaturados (exemplos: ômega-3 e
ômega-6).
Quais são as fontes alimentares dessas gorduras?

As gorduras saturadas estão presentes nos alimentos de origem animal. Os alimentos de origem vegetal, em sua maioria, são fontes de gorduras insaturadas.

Os ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 (poli-insaturados) são essenciais à saúde, ou seja, precisam ser consumidos através da alimentação. Garantem diversos benefícios ao organismo, desde que consumidos dentro dos limites de recomendação.
– Fontes alimentares de ômega-3: soja, canola, semente de linhaça e peixes de águas muito
frias e profundas.
– Fontes alimentares de ômega-6: óleos de milho, girassol, algodão, gergelim, cártamo e
prímula; nozes e sementes oleaginosas em geral (castanha-do- brasil, castanha de caju,
amêndoa, avelã).
– Fontes alimentares de ômega-9: azeite de oliva, principalmente.
– Fontes alimentares de gorduras saturadas: leite e derivados, carne vermelha, pele de aves,
vísceras, etc.
– Fontes de colesterol alimentar: gema de ovo, leite e derivados, camarão, carne vermelha,
pele de aves, vísceras, etc.
Além das gorduras presentes em sua forma natural nos alimentos…
Com o objetivo de conferir consistência semissólida a sólida, os ácidos graxos trans são obtidos por meio da hidrogenação parcial de óleos vegetais (processo industrial). Assim, assemelham-se ao ácido graxo saturado.

Os ácidos graxos trans estão presentes em produtos industrializados, como biscoitos, sorvetes cremosos, tortas e produtos de panificação (pão francês, folhados, pão de batata e pão de queijo).
É comprovado que os ácidos graxos trans possuem efeitos nocivos sobre a saúde, como o aumento do risco cardiovascular. Visto isso, políticas públicas foram implementadas visando a redução do consumo de gorduras trans.

A indústria de alimentos foi obrigada adequar seus produtos, alterando a fonte de gordura utilizada.

A indústria, então, optou pela substituição das gorduras trans pelas gorduras chamadas de interesterificadas, pois conferem textura e sabor desejáveis.

Mesmo que as gorduras interesterificadas não possuam ácidos graxos trans, as alterações em sua formulação podem
induzir um aumento no risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
E quais são os efeitos no nosso organismo?

– As gorduras saturadas são necessárias para funções estruturais e energéticas do corpo, porém seu consumo excessivo pode trazer riscos ao organismo;
– O consumo de gordura saturada e trans aumenta a concentração de colesterol LDL (colesterol popularmente chamado como “ruim”). O colesterol LDL é o principal responsável pelo depósito de gordura nos vasos sanguíneos;
– O consumo de gordura saturada e trans aumenta o risco cardiovascular;
– A estratégia para melhor controle da hipercolesterolemia (aumento dos níveis de colesterol no sangue), e consequentemente redução da chance de eventos clínicos, é a substituição da gordura saturada da dieta por gorduras insaturadas (mono e poli-insaturada).
– A ingestão aumentada de carboidratos de rápida absorção (chamados de refinados: açúcar, pão branco, farinha de trigo, arroz branco, etc.) também favorece o estabelecimento da hipercolesterolemia. Além disso, o consumo de carboidratos refinados aumentados exerce efeito no excesso de peso e no desenvolvimento de obesidade.
– O colesterol alimentar é um composto vital para o organismo → formação das membranas das células, produção de hormônios sexuais, produção da vitamina D e produção de sucos digestivos, papel nos tecidos do sistema nervoso e origina os sais biliares. Porém, em excesso, possui forte associação com a ocorrência de aterosclerose.
Referencial bibliográfico: Santos R.D., Gagliardi A.C.M., Xavier H.T., Magnoni C.D., Cassani R.,
Lottenberg A.M. et al. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz sobre o consumo de
Gorduras e Saúde Cardiovascular. Arq Bras Cardiol. 2013;100(1Supl.3):1-40.
O Nutricionista é o profissional qualificado para auxiliar no consumo correto dos tipos de gorduras presentes na alimentação, através de uma orientação nutricional individualizada e de acordo com as recomendações diárias estabelecidas.

Vamos conversar mais sobre isso?
Agende agora sua consulta nutricional!

3333 7780

98134 4040

 

Laura Dresch Neumann
Nutricionista – CRN 13562
Mestranda em Pediatria UFCSPA
Pós-graduanda em Nutrição Materno-Infantil IEP/Hospital Moinhos de Vento

 

 

Imagem: Pixabay

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